CRIT · Revista
Revista CRIT
Medicina intensiva no rigor de quem prepara para a prova de título: o journal club de terça, o clássico de sexta e o que mais importa pelo caminho.
Journal Club · Hematologia, Coagulopatias e Transfusão
Terça · Journal Club
Anticoagulação na ECMO: dose padrão, dose baixa ou heparina de baixo peso?
O RATE, publicado na Lancet, randomizou 330 adultos em ECMO para heparina não fracionada em dose padrão (TTPa 2,0–2,5x), dose baixa (1,5–2,0x) ou heparina de baixo peso molecular em dose terapêutica. As duas estratégias reduzidas foram não inferiores, com menos sangramento e sem excesso de trombose, no primeiro ensaio com poder adequado a testar um alvo que a prática seguia por herança.
Journal Club · Nefrologia
Terça · Journal Club
O bicarbonato está mesmo morto, ou não olhamos fundo o suficiente?
Uma meta-análise de dados individuais do BICAR-ICU e do BICAR-ICU2 reuniu 1.016 pacientes com acidemia grave, população bem mais ácida do que a dos ensaios anteriores. O resultado global seguiu neutro, mas apareceu um sinal de benefício abaixo de pH 7,10, faixa que o SODa-BIC não chegou a examinar. Uma hipótese a testar, não uma conduta a adotar.
Diretriz · Infecções Graves Específicas
Diretriz
Bacteremia por Staphylococcus aureus: a diretriz IDSA/ESCMID 2026 troca o rótulo pelo risco
A primeira diretriz IDSA/ESCMID de 2026 sobre bacteremia por S. aureus aposenta a dicotomia "complicada versus não complicada" e propõe estratificar por risco de foco profundo, metastático ou recidiva. São sete consensos que redesenham a investigação, do ecocardiograma ao PET/CT, e ancoram a duração em 14 dias quando não há foco profundo.
Journal Club · Hematologia, Coagulopatias e Transfusão
Terça · Journal Club
Transfusão liberal ou restritiva no pós-operatório de alto risco cardiovascular?
O TOP, publicado no JAMA, randomizou 1.428 pacientes de alto risco cardiovascular com anemia após cirurgia vascular ou geral de grande porte para transfundir mantendo a hemoglobina em ≥10 g/dL (liberal) ou ≥7 g/dL (restritiva). A estratégia liberal não reduziu morte nem eventos isquêmicos maiores em 90 dias; sobrou um sinal secundário de menos complicações cardiovasculares sem infarto.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
Seymour: cada hora até o antibiótico conta na sepse?
A lei de Nova York transformou 49.331 pacientes num experimento natural sobre o tempo de tratamento na sepse. Antibiótico mais rápido se associou a menos morte; correr com o fluido, não. O estudo que virou a base das metas de tempo, e por que ele prova menos do que parece.
Clássicos · Infecções Graves Específicas
Sexta · Clássico
BALANCE: 7 dias de antibiótico bastam na bacteremia?
O tratamento de 14 dias para infecção de corrente sanguínea nunca teve base em ensaio clínico. Em 3.608 pacientes de 74 hospitais, o BALANCE testou de frente se metade do tempo é suficiente, e mostrou que 7 dias não são inferiores a 14. Com bordas importantes: S. aureus, endocardite e imunossuprimidos ficaram de fora.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
ADAPT-Sepsis: procalcitonina diz quando parar o antibiótico?
Se um curso curto já é melhor, será que um biomarcador pode individualizar a parada? Em 2.760 pacientes de 41 UTIs britânicas, o ADAPT-Sepsis comparou procalcitonina e PCR contra o cuidado usual. A PCT encurtou o antibiótico com segurança; a PCR, não. Com uma lição sobre adesão que muda a leitura do resultado.
Journal Club · Choque e Hemodinâmica
Terça · Journal Club
Um alvo de pressão arterial mais alto na cirurgia abdominal de alto risco?
O HISTAP, publicado na Intensive Care Medicine, randomizou hipertensos de alto risco em cirurgia abdominal de grande porte para um alvo intraoperatório de PAM ≥80 mmHg ou o habitual ≥65 mmHg, ambos sob monitorização hemodinâmica contínua e fluidoterapia protocolizada. O alvo mais alto reduziu a disfunção orgânica, à custa de mais vasopressor e transfusão.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
Landry: por que falta vasopressina no choque séptico?
O artigo que abriu duas décadas de pesquisa sobre vasopressina na sepse. Em 19 pacientes com choque séptico vasodilatador, Landry e colegas mostraram que a vasopressina plasmática estava paradoxalmente baixa, e que repô-la em dose mínima revertia a hipotensão em minutos.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
VASST: vasopressina reduz a mortalidade no choque séptico?
O maior ensaio já feito com vasopressina no choque séptico. Em 778 pacientes de 27 centros da América do Norte e da Austrália, o VASST testou, uma década depois de Landry, se substituir parte da noradrenalina por vasopressina salva vidas.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
VANISH: usar vasopressina mais cedo protege o rim no choque séptico?
O ensaio que fechou a trilogia. Testou se antecipar a vasopressina, em vez de usá-la como resgate tardio, muda o desfecho renal do choque séptico. Em 18 UTIs do Reino Unido, 409 pacientes foram randomizados num desenho fatorial 2×2 com hidrocortisona.
Journal Club · Cardiologia
Terça · Journal Club
Bicarbonato de sódio na parada cardíaca intra-hospitalar?
O BIHCA, publicado no JAMA, é o primeiro ensaio randomizado a testar o bicarbonato de sódio durante a parada cardíaca intra-hospitalar, e no melhor cenário para a droga funcionar: dentro do hospital, com administração precoce. O desfecho primário foi neutro.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
ProCESS: a ressuscitação protocolar muda o desfecho no choque séptico?
O primeiro dos três grandes ensaios multicêntricos do EGDT. Em 31 pronto-socorros dos Estados Unidos, o ProCESS dividiu 1341 adultos com choque séptico em três braços para perguntar se o protocolo de Rivers se sustentava fora de um único centro, e se cada uma de suas peças era mesmo necessária.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
ARISE: a ressuscitação precoce guiada por metas vale a pena no choque séptico?
O maior e mais limpo dos três ensaios do EGDT. Conduzido sobretudo na Austrália e na Nova Zelândia, o ARISE comparou a ressuscitação guiada por metas de Rivers com o cuidado usual em 1600 adultos com choque séptico precoce, com as duas estratégias genuinamente separadas à beira do leito.
Clássicos · Sepse e Choque Séptico
Sexta · Clássico
ProMISe: o EGDT entrega benefício que justifique o custo?
O ensaio que fechou a trilogia do EGDT. Em 56 hospitais do NHS inglês, o ProMISe testou a ressuscitação guiada por metas contra o cuidado usual em 1260 adultos com choque séptico, e somou à mortalidade uma pergunta que os outros dois não fizeram: o EGDT justifica o seu custo?
Journal Club · Infecções Graves Específicas
Terça · Journal Club
Cefazolina ou oxacilina na bacteremia por S. aureus?
O SNAP, publicado no NEJM, randomizou mais de mil adultos com bacteremia por S. aureus sensível à meticilina para cefazolina ou uma penicilina antiestafilocócica, e pôs à prova um receio de décadas: o efeito inóculo.
Journal Club · Sepse e Choque Séptico
Terça · Journal Club
Vasopressor precoce ou volume primeiro no choque séptico?
O ARISE FLUIDS, publicado no NEJM, randomizou 1000 adultos com choque séptico ainda no pronto-socorro para responder a uma pergunta que a diretriz nunca respondeu com boa evidência: quanto fluido, e quando começar o vasopressor.